quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Serra cresce e está próximo da vitória

Pesquisa divulgada pelo GPP, instituto de pesquisa, mostra que José Serra (PSDB)está técnicamente empatado com a candidata do governo. Veja o quadro a seguir e compare o crescimento do candidato tucano.

Capitais já definem em quem votar: Serra 45

A Jovem Pan divulgou em seu site uma pesquisa em várias capitais e importantes cidades do interior do Brasil. Das 13 cidades pesquisadas, José Serra (PSDB), vence em oito. Em São Luiz, capital do Maranhão, Serra chega a 90% dos votos. Clique aqui e veja as cidades e o percentual de cada candidato e cidade.

domingo, 24 de outubro de 2010

Caravana pró-Serra visita feiras livres em Vitória da Conquista

No último domingo de campanha eleitoral neste segundo turno a Caravana pró-Serra, em Vitória da Conquista, manteve seu cronograma de visitas as feiras livres da cidade.
A primeira panfletagem do dia aconteceu na Feira do bairro Patagônia, onde o grupo conseguiu colocar adesivos em carros e também em barracas de diversos feirantes. Logo em seguida, o grupo seguiu para a “Feira do Rolo”, local onde se vende os mais variados itens, seja eletro-eletrônico, bicicletas ou utensílios diversos. Depois, as lideranças partiram para fazer campanha na Feirinha do Bairro Brasil e por fim o grupo panfletou na Feira da Urbis V
Como meta inicial, a expectativa é que todas as feiras livres da zona urbana da cidade sejam visitadas até o próximo sábado (30), véspera da eleição.

Manifesto em Defesa da Democracia

Sem medo do passado – Carta aberta de Fernando Henrique Cardoso a Lula

Fernando Henrique Cardoso

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.

Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.

Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.

“Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.
(José Eduardo Dutra)

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Fonte: Manifesto em Defesa da Democracia - Fernando Henrique Cardoso

sábado, 23 de outubro de 2010

Caravana pró-Serra intensifica panfletagem em Vitória da Conquista

A caravana pró-Serra fez, neste sábado (23), mais uma panfletagem em Vitória da Conquista. O local escolhido foi a Avenida Integração, um dos centros comerciais mais pujantes do município.

O grupo começou o ato político às 8h30 da manhã e percorreu mais de 2 Km ao descer a avenida pela Zona Oeste e outros 2 Km ao subir pelo lado comercial da Zona Leste. Dezenas de casas de auto-peças, de tintas, de parafusos, postos de gasolinas e concessionárias de veículos foram visitadas pelo grupo. Ao final as lideranças panfletaram mais uma vez na avenida Régis Pacheco.

Além de santinhos que foram entregues, surpreendeu mais uma vez o pedido dos eleitores por adesivos de carros e também para motos. Neste sábado, pelo menos 50 novos veículos ganharam o adeviso da campanha de José Serra, candidato a presidência da República pelo PSDB.

Motoristas a todo momento solicitavam adesivos de Serra